
Nada mudou...
Passou o segundo, passou o minuto,
E o tempo flutuou entre o crepitar do fogo
E o burburinho da pólvora no ar...
O silêncio invade me...
Amordaça e vilemente escorraça
O doce prazer da conversa...
Observo a não necessária presença de mim...
Revolvo memórias,
Aplico paradigmas numa vã tentativa de descontinuar,
O segundo em que a vida se resolve...
Será assim tão magnânimo o seu valor,
Que me esqueço de tudo o resto?
Ou atribui-lhe eu um preço que não serei capaz de pagar?
Nada mudou...
Nem nunca mudará...
O vento, vento será...
E o relógio continua o seu tic-tac..
E continuo absorta no sofá...
Pensando quais serão as minhas resoluções...
E se realmente farei resoluções...
Porque nada muda...
E eu não sei se quero mudar...






