O vento assobia lá fora,
A minha alma assobia cá dentro...
Estou sentada diante da lareira que me aquece os pés,
Contudo tenho o coração gelado...
O silêncio enche a sala,
Mas eu sinto me vazia...
Dictomias de uma noite de Inverno
Em que a chuva é salgada e corre no meu rosto...
Sem que eu tenha vontade,
Sem que eu a consiga deter,
Chove lá fora e cá dentro...
Maldita Chuva!
Maldito Vento!
Maldito seja o Inverno que se abateu sobre mim...
Longas noites escuras de ceú nublado...
Ai!
Delírios de uma noite de Inverno vendo o fogo arder em mim...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Não à paixão
Desvio apressadamente o meu olhar do teu...
Não quero que me vejas a olhar,
Não quero que entendas que neste silêncio te observo...
Não quero que saibas que eu conheço os teus diferentes sorrisos..
Sinto me fragilizada.. por saberes...
Não me posso apaixonar!
Não me quero apaixonar...
Este meu coração não iria resistir...
Eu não consigo resistir...
Por isso pára!
Não me telefones,
Não sejas meu amigo,
Assim não me dói...
Assim não me iludo...
Assim pode ser que esta vontade passe...
Pode ser que o desejo de te beijar desapareça...
Pode ser...
Tanta coisa que poderia ser...
Mas não vais ser nada, porque eu vou banir te,
Só porque não me quero apaixonar um pouco mais...
Não quero que me vejas a olhar,
Não quero que entendas que neste silêncio te observo...
Não quero que saibas que eu conheço os teus diferentes sorrisos..
Sinto me fragilizada.. por saberes...
Não me posso apaixonar!
Não me quero apaixonar...
Este meu coração não iria resistir...
Eu não consigo resistir...
Por isso pára!
Não me telefones,
Não sejas meu amigo,
Assim não me dói...
Assim não me iludo...
Assim pode ser que esta vontade passe...
Pode ser que o desejo de te beijar desapareça...
Pode ser...
Tanta coisa que poderia ser...
Mas não vais ser nada, porque eu vou banir te,
Só porque não me quero apaixonar um pouco mais...
terça-feira, 26 de maio de 2009
Descansa em paz...

Cavo bem fundo a tua sepultura,
No cemitério das minhas memórias.
Local onde enterrei todos aqueles que amei,
Onde a partir de hoje habitarás,
Onde te revisitarei vezes sem conta,
Ou sempre que tiver oportunidade.
Perdoa-me se as flores murcharem,
Desculpa-me o desmazelo em que a tua campa ficar,
Mas terei pouco tempo para te relembrar.
Confino-te ao descanso eterno,
Sem nunca te ter assassinado...
Sem nunca te ter assassinado...
Descansa junto de todos os outros,
Também eles foram importantes para mim.
E no teu epitáfio as palavras serão simples e sinceras,
"Perdão por este triste fim,
Mas só não te amei mais porque tu não o permitiste!"
Espero que nunca voltes do meu cemitério de memórias para assombrar os meus dias...
Apenas desejo: Descansa em paz!
segunda-feira, 16 de março de 2009
????
A cada momento que me faltam as palavras,
Faltam me os sentimentos...
E passo a ser um sujeito abstracto,
Sem conteúdo, sem nome...
Um vazio humano...
Chama me o que quiseres,
Vê me como quiseres...
Não me importo....
Neste momento aqui,
Sou um nada que tudo contém,
Sou um absorto de certezas...
Compreendes me??
Consegues me sentir??
Mentira tua...!
Se eu não me sinto, se eu não me compreendo...
Queres tu ser dono da minha própria razão??
Não te compadeças de mim...
Ou da minha loucura...
São momentos de sanidade que me deixam neste estado....
Faltam me os sentimentos...
E passo a ser um sujeito abstracto,
Sem conteúdo, sem nome...
Um vazio humano...
Chama me o que quiseres,
Vê me como quiseres...
Não me importo....
Neste momento aqui,
Sou um nada que tudo contém,
Sou um absorto de certezas...
Compreendes me??
Consegues me sentir??
Mentira tua...!
Se eu não me sinto, se eu não me compreendo...
Queres tu ser dono da minha própria razão??
Não te compadeças de mim...
Ou da minha loucura...
São momentos de sanidade que me deixam neste estado....
sábado, 14 de fevereiro de 2009
lágrimas...

Lágrimas que secaram no fundo dos meus olhos,
Imploro vos!
Voltem a cair!
Voltem a consolar me,
Façam me turvar a visão...
Façam soluçar o meu desajeitado coração.
Quero voltar aos motivos que me fizeram chorar!
Para saber se ainda sinto...
Se ainda o sinto...
Mas as lágrimas partiram...
Secaram!
Já não brilham nos meus olhos verdes...
Acho que me conformei...
Já não preciso chorar...
Já não consigo chorar...
Pelo menos pela única pessoa que quis ver me chorar...
Hoje quero as lágrimas de volta à minha vida...
A simplicidade destas modestas gotas salgadas faz me bem...
Mas as lágrimas da alegria,
As lágrimas do mau humor...
As lágrimas do sacrifício e e do esforço...
Não quero mais as lágrimas dum coração destroçado...
Essas secaram...
E não as alimento mais...!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Coisas sem nexo, sem aditivos...
Café sem cafeína...
Cerveja sem alcool...
Cigarro sem nicotina...
Coração sem amor...
É assim a minha existência...
Coisas sem sabor,
Coisas sem conteúdo...
Não me fazem feliz,
Mas também não me matam
Nem viciam...
Há de vir o dia!
Em que num impulso absurdo,
Entre num bar, peça um café duplo,
Fume um SG qualquer coisa,
E logo a seguir à cerveja me deixe apaixonar
Sem aviso prévio...
Numa espécie de roleta russa...
Deixarei a segurança,
Pra ser um nadinha mais louca!
Só porque me fartei da falsa segurança
Que as coisas saudaveis me dão...
Mas por enquanto deixem me beber o meu descaféinado
De coração vazio...
Cerveja sem alcool...
Cigarro sem nicotina...
Coração sem amor...
É assim a minha existência...
Coisas sem sabor,
Coisas sem conteúdo...
Não me fazem feliz,
Mas também não me matam
Nem viciam...
Há de vir o dia!
Em que num impulso absurdo,
Entre num bar, peça um café duplo,
Fume um SG qualquer coisa,
E logo a seguir à cerveja me deixe apaixonar
Sem aviso prévio...
Numa espécie de roleta russa...
Deixarei a segurança,
Pra ser um nadinha mais louca!
Só porque me fartei da falsa segurança
Que as coisas saudaveis me dão...
Mas por enquanto deixem me beber o meu descaféinado
De coração vazio...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Verde de inspiração

Afogo me neste copo,
Que me afoga as mágoas.
Deixo me levar por uma fada verde inconsequente...
Viajo por terras a mim desconhecidas,
E por outros adoradas...
Vicio me neste gosto letal de pecado,
Travo amargo o da tentação,
Cheiro ocre o do vício.
Deixo me consumir pelas sensações,
Deixo me alucinar na total lucidez do absinto.
Tantos que nele cairam,
Tantos que se deixaram seduzir...
Entendo agora o porquê....
Esqueço tudo, embriago me,
Perco tudo!
De uma só vez...
Mas quando subitamente me sinto como nunca senti...
Livre de pensamento...
A divagar,
A ansiar a inspiração das fadinhas verdes...
Que loucura...
Diante deste copo...
Que mata e consome as almas,
Também eu desejando ser consumida,
Pelo génio dos que a ele o consumiram...
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