
Caminho sozinha por uma larga estrada de pó,
Emoldurada por altos cipestres que quase tocam o céu,
Não me sinto!
Nem sequer te sinto a ti!
Caminho apenas, no vazio,
Em direcção ao meu destino desconhecido,
Sinto que a cada passo me aproximo um pouco mais,
De onde?
Não sei!
Mas continuo a caminhada,
Na esperança de encontrar tudo aquilo que nunca procurei.
Choro o meu fado,
De percorrer o caminho da vida descalça,
Sem lembranças,
Sem saudades de voltar onde nunca estive.
Lá vou eu em direcção ao infinito,
Presa ás memórias do que fui, do que sonho vir a ser,
E na ignorância do que me aguarda.
Ai destino cruel,
Que me mantens no desespero de aguardar a tu chegada,
De aguardar que caias sobre mim como uma pesada pedra,
Que me arrastará para as águas profundas de uma vida que não escolhi!
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